Resumos dos Minicursos_XIII Encontro Internacional da ANPHLAC

 

 

 

 

 

 

RESUMOS DOS MINICURSOS

XIII ENCONTRO INTERNACIONAL DA ANPHLAC

 

 

Prezados (as),

Seguem abaixo os títulos e os resumos dos minicursos do XIII Encontro Internacional da ANPHLAC. Informamos que os minicursos ocorrerão a partir do segundo dia do evento, no período matutino, de 8:00 às 9:30 hs, como a primeira atividade do nosso Encontro, e são concomitantes então só é possível assinalar uma opção. A inscrição em minicurso poderá ser realizada até o segundo dia do evento, mas os minicursos têm um limite de vagas para ocorrer (mínimo de 5 e máximo de 30 pessoas) e, assim, a mesma estará condicionada à esta disponibilidade.  Os associados que já se inscreveram como apresentadores de trabalho ou ouvintes, também têm direito à inscrição em minicurso, sem custos adicionais. Para se inscrever, basta enviar a  ficha de inscrição de ouvinte, com o Minicurso assinalado, e o comprovante de pagamento, para quem ainda não o fez, para o email anphlac@anphlac.org .

 

Minicurso 1 - A ficção policial norte-americana como crônica e crítica: do hard-boiled ao thriller

 

Ministrante: Michelly Cristina da Silva (USP)

 

O presente minicurso propõe discutir o gênero literário ficção policial em sua vertente norte-americana. Ao eleger este tema, estamos interessados em discutir as relações que permeiam os campos literatura e história e as proximidades e diferenças entre a narrativa histórica e a ficcional. Tomamos o gênero como uma crítica e uma forma de crônica social, sendo assim sintomático de várias transformações da sociedade e da cultura onde foi produzido, neste caso, a norte-americana. Como observou o escritor e crítico argentino Ricardo Piglia, ele próprio autor de romances policiais: “O gênero policial é um grande modo de narrar a sociedade sem fazer literatura política em sentido estrito”. Ao longo do curso tentaremos identificar as principais características dessa vertente do gênero, notando em que medida ela se distanciou do chamado detetive clássico ou analítico do século XIX. Além dessa caracterização, o curso propõe analisar as diferentes variações pelas quais a ficção policial passou ao longo do século XX nos Estados Unidos e quais são os autores e os temas que têm sobressaído no mercado editorial nos últimos anos. O curso “entra” no século XXI mencionando as últimas variações da ficção policial, o crescimento do número de autoras e um interesse renovado do cinema norte-americano em adaptar obras. O minicurso prevê leituras, tanto de textos literários quanto teóricos, e alguns deles estarão em inglês. Aos inscritos, será disponibilizada com antecedência uma pasta virtual com as obras. A divisão das aulas ocorrerá da seguinte forma: aula 1, (1920-1940) - As origens do hard-boiled e a primeira geração de autores: Dashiel Hammett, Raymond Chandler e James M. Cain; aula 2 (1950-1980) - Variações do gênero: o “herdeiro” do hard-boiled e o autor para policiais: Ross MacDonald e Joseph Wambaugh;  aula 3 (1990-Século XXI) - Sadismos, obsessões e cinema thriller: James Ellroy, Dennis Lehane e Gillian Flynn.

 

Minicurso 2 - Recursos para uma história intelectual latino-americana: as propostas historiográficas de Ángel Rama

 

Ministrante: Pedro Demenech (PUC-Rio)

 

Este minicurso trata das obras que Ángel Rama escreveu nos anos 1980, principalmente Transculturación narrativa en América Latina (1982) e La ciudad letrada (1984). A questão trabalhada diz respeito, sobretudo, ao modo como a leitura dessas obras de Rama, nos últimos anos, tem se conectado a propostas de pesquisa que visam tanto o desenvolvimento de abordagens quanto a consolidação dos estudos sobre a história intelectual latino-americana. Cada vez mais, um número maior de pesquisas dedicadas não só às obras, mas também a seus autores, procura compreender qual a relação dos letrados e dos intelectuais em diferentes níveis de atuação, ora pela articulação de projetos para suas respectivas sociedades, ora como agentes que participam da mediação das ideias, ideias essas que são traduzidas e interpretadas para um público, muitas vezes, iletrado. São esses sujeitos que detêm o domínio da escrita e que, inclusive, moldam as formas hegemônicas das culturas e das identidades latino-americanas. De tal modo, procura-se fornecer subsídios para que os interessados nessa proposta familiarizem-se com as ideias de Rama e entendam como elas estão sendo lidas por quem está interessado em estudar a história intelectual.

 

Minicurso 3 - A “Amazônia Caribenha” em questão: notas sobre a formação das Guianas e do Caribe

 

Ministrante: Iuri Cavlak (UNIFAP; UNIFESP)

 

No extremo Norte da América do Sul se forjou um padrão de colonização bastante híbrido, isto é, povoamentos transnacionais geograficamente encravados no continente não obstante articulados umbilicalmente com o mar do Caribe. Assim se configurou a região das Guianas, mormente a Guiana Inglesa, a Guiana Holandesa (Suriname) e a Guiana Francesa. A Guiana Portuguesa (Amapá) confirmou esse caráter intrincado, voltado para o interior do território, mas desenvolvendo a todo momento ligações com os vizinhos setentrionais. Este minicurso tem o objetivo de perscrutar essa experiência, privilegiando a economia e a política, a partir da região portuguesa, buscando entender as linhas de força que desenharam o restante do entorno e a região do Caribe como um todo. Muito embora o escopo recaia na longuíssima duração, atenção especial será dada para os séculos XIX e XX através de conjunturas específicas.    

 

Minicurso 4 - O cinema e fotografia como possibilidades para a pesquisa histórica e ferramentas para a construção de identidades nacionais

 

Ministrantes: Andréa Helena Puydinger De Fazio (UNIMONTES; UNESP; FAPEMIG) e Priscila Miraz de Freitas Grecco (FIO)

 

As discussões em torno das identidades nacionais estão fortemente presentes nos estudos latino-americanos em várias áreas do conhecimento, sendo a História um ponto de debate que congrega variadas abordagens teóricas e metodológicas. Tornando-se mais intensas no início do século XX, período em que foram comemorados os centenários das Independências, as discussões sobre as identidades nacionais se associaram à recuperação de origens e de tradições, trazendo à tona debates acalorados sobre raízes étnicas e envolvendo grande parte da intelectualidade. No caso do México, seguindo o pensamento de John Mraz, abordar a construção da identidade nacional deve passar pelos estudos da cultura visual, principalmente a cultura visual moderna, com destaque para a fotografia e o cinema, meios utilizados como legitimadores dessa construção. É nesse sentido que estruturamos nosso minicurso, partindo de reflexões sobre os tipos humanos, elementos simbólicos e históricos presentes na fotografia e na pintura do final do século XIX e do começo do XX, chegando até o cinema nacionalista nas décadas de 1930 e 1940 e à fotografia fotoclubista da década de 1950, de forma a analisar o papel da cultura visual moderna na divulgação e na consolidação de imagens construídas em diferentes períodos históricos.  As aulas estarão divididas da seguinte forma: aula 1- Apresentação do cinema e da fotografia como fontes para a pesquisa histórica, com foco na discussão sobre seus usos políticos, ideológicos e como instrumento para a construção e a consolidação de imagens e de identidades; aula 2- Apresentação do contexto histórico mexicano pós-Revolucionário: a formação do nacionalismo cultural, exposição da relação entre a pintura muralista e o cinema, enfatizando a busca por uma imagem nacional do mexicano e o papel do governo pós-revolucionário nesse empreendimento, apresentação das principais características do cinema mexicano das décadas de 1930 e 1940 e análise de imagens e de trechos de filmes; aula 3- Apresentação da fotografia etnográfica no México no final do século XIX: a construção imagética dos tipos populares e o culto da paisagem mexicana, mudança de paradigma para a fotografia etnográfica: década de 1950, o Club Fotográfico de México e a propaganda do país e análise comparativa de imagens.

 

Minicurso 5 - A relação de escravizados e fronteira: possibilidades de mudança de condição legal a partir das movimentações internacionais de fuga (América do Sul, 1830-1860)

 

Ministrante: Newman di Carlo Caldeira (UFU; USP)

 

Embora pouco estudadas, as movimentações internacionais de fuga das pessoas escravizadas compõem parte significativa da experiência relativa às fronteiras entre os Estados nacionais na América do Sul. Ao longo do curso, veremos que as travessias rumo ao desconhecido contribuíram para modificar, em alguns casos, a condição legal dos prófugos asilados. Para a realização das fugas, a ausência de marcos legais (capazes de classificar os ilícitos) e diplomáticos (tratados) para regulamentar a questão entre os Estados-nação foi decisiva, assim como a esperança de homens e mulheres fugitivos de obter melhores condições de vida e de trabalho do outro lado da fronteira. O objetivo será demonstrar as contradições e as possíveis (re)configurações nos sentidos conferidos às categorias de cativeiro e de liberdade no contexto regional.

 

Minicurso 6 - Los intelectuales latinoamericanos entre la Reforma y la Revolución (1918-1968)

 

Ministrantes: Adrián Celentano (UNLP) e Natalia Bustelo (UBA; CEDINCI)

 

El minicurso se propone explorar nuevas claves para el abordaje de la historia de los intelectuales latinoamericanos del siglo XX. Elige para ello el contraste de dos coyunturas históricas que abrieron nuevas experiencias político-culturales: la década del veinte y la del sesenta. Los veinte son abordados a partir del estallido y prolongación continental de la Reforma Universitaria de 1918. La articulación del movimiento reformista implicó no solo una nueva sensibilidad intelectual, sino también la emergencia del estudiantado como un nuevo actor social y cultural. Y ello convierte a la Reforma en un mirador privilegiado de los debates y tensiones de la renovación intelectual latinoamericana de esa década y de las siguientes. Los sesenta estuvieron marcados por una circulación ideológica trasnacional, pero también por las insurrecciones universitarias latinoamericanas de 1968. Ambas lograron redefinir el rol de los letrados y científicos latinoamericanos en la política y, específicamente, en los procesos revolucionarios. El análisis de las líneas de continuidad y de ruptura que imaginaron y realizaron los agrupamientos intelectuales de los sesenta frente a la reformista será el núcleo del minicurso. Junto a ello revisaremos las “materialidades” desde las que esos intelectuales intervinieron, a saber los libros, las editoriales, las correspondencias, las memórias y autobiografias, las revistas político-culturales, la folletería y los panfletos, las obras de teatro y los films de vanguardia.

 

Minicurso 7 - Peronismo e varguismo: comparações e conexões

 

Ministrante: Rodolpho Gauthier Cardoso dos Santos (IFMG)

 

O minicurso pretende analisar parte da bibliografia acadêmica recente que pensa o peronismo e o varguismo a partir das metodologias da história comparada e da história conectada. Nesse sentido, abordaremos principalmente trabalhos historiográficos brasileiros e argentinos que têm contribuído para visões mais amplas a respeito dessas duas experiências políticas, ao mesmo tempo tão próximas e tão diferentes. Vale destacar a enorme diversidade de objetos de estudo dessas pesquisas, tais como as relações diplomáticas, os intelectuais, o esporte, a propaganda política, as cartas enviadas aos presidentes, as relações com a imprensa etc. Por fim, é objetivo também do minicurso pensar novas perspectivas que possam enriquecer esse campo.

 

Minicurso 8 - O desafio transnacional e a América Latina

 

Ministrante: Caio de Souza Gomes (USP)

 

Na virada do século XX para o XXI, as ciências humanas se viram às voltas com o que pode ser encarado como um “desafio transnacional”. Diante das novas tecnologias e do estreitamento das distâncias, processo acompanhado por profundos questionamentos do conceito de nação, ganharam força novas perspectivas que buscavam ultrapassar fronteiras e deixavam de ter a história nacional como baliza, enfatizando a circulação de ideias e de indivíduos. A chamada “História Transnacional” virou “moda” a partir dos anos 2000 e, por conta desse protagonismo, tornou-se urgente para os historiadores refletir sobre os significados das novas abordagens e pensar sua aplicabilidade para seus projetos de pesquisa. O objetivo deste minicurso é discutir como as propostas da “História Transnacional” podem abrir caminhos interessantes para pensar a história da América Latina. No primeiro encontro, o objetivo é debater quais as especificidades que caracterizam as abordagens transnacionais, buscando localizá-las em meio a discussões como as das “transferências culturais”, das “histórias conectadas” e da “história global”. No segundo encontro, o objetivo é discutir quais são os pressupostos centrais defendidos por alguns dos autores ligados à “História Transnacional” e pensar como essas abordagens podem ser mobilizadas nos estudos sobre a América Latina. No terceiro e último encontro, o objetivo é, partindo de um estudo de caso, apontar as possibilidades de uma “História Transnacional da América Latina.

 

Minicurso 9 - Idas e vindas da integração latino-americana: de Bolívar à atualidade

 

Ministrante: Beatriz Walid de Magalhães Naddi (USP)

 

A integração latino-americana tem sido um “mito” ou uma “política” que em alguns momentos foi enaltecida e em outros esquecida. Dessa forma, este minicurso tem como objetivo a elaboração de um retrato histórico das iniciativas integracionistas da região desde o período independentista até a atualidade. Podem ser identificados cinco momentos. O primeiro diz respeito à tentativa de integração hispano-americana liderada por Simón Bolívar e à posterior contribuição do cubano José Martí na construção da “Nossa América”, ambas ao longo do século XIX. O segundo se dá com o surgimento dos primeiros blocos latino-americanos, criados no contexto desenvolvimentista entre os anos 1960 e 1980. Contudo, a partir da crise sistemática do desenvolvimentismo, configurou-se uma nova proposta político-econômica (neoliberalismo) e de integração (regionalismo aberto) durante a década de 1990, instalando-se o terceiro momento. A posteriori, a crise econômico-social no início dos anos 2000, seguida do aumento do fluxo de divisas pelo boom dos preços das commodities, resultou na derrota da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), na reformulação do MERCOSUL e na ascensão do projeto sul-americano, iniciando o quarto momento, o qual tem seu ápice com a criação da ALBA, UNASUL e CELAC. Por fim, é explorada a criação da Aliança do Pacífico como o mais novo bloco da região, o qual retoma o apelo econômico comercial da década de 1990 em detrimento do caráter político na década de 2000. Com base nesse panorama, propõe-se ao final do minicurso uma discussão sobre as perspectivas futuras da integração latino-americana.

 

Minicurso 10 - Indigenismo e pensamento decolonial na América do Sul

 

Ministrante: Fernando Vale Castro (UFRJ) e Alessandra Gonzalez Seixlack (UFRJ)

 

O objetivo do minicurso é analisar quais imagens sobre os povos nativos foram construídas pelos Estados e pela elite intelectual sul-americana. Paralelamente a isso, nos aproximaremos das Epistemologias do Sul ao trabalharmos com uma abordagem historiográfica que promova a imagem dos povos indígenas enquanto sujeitos históricos, capazes de desenvolver estratégias de resistência e de relacionamento com a população não-índia, levando em consideração seus próprios interesses e expectativas. Pontos que pretendemos apresentar: as novas abordagens historiográficas sobre os povos nativos da América e o pensamento decolonial; o conceito de raça no discurso político latino-americano e o lugar da fronteira na América do Sul.

 

Minicurso 11 - Mineração no Velho e no Novo Mundo: análise interdisciplinar aos contextos coloniais americanos e metropolitanos

 

Ministrantes: Luana Carla Martins Campos Akinruli (UFMG; INSOD) e Samuel Ayobami Akinruli (UFMG; INSOD)

 

A orientação mercantilista foi determinante para o direcionamento da mineração como uma das principais atividades econômicas da realidade colonial e que teve o trabalho forçado como mão-de-obra fundamental. A partir da atividade mineradora, definiram-se relações sociais entre variados agentes históricos, diretamente implicadas na configuração social dos futuros Estados-Nacionais nas Américas e vinculadas ao desenvolvimento do capitalismo industrial na Europa. O minicurso tem o propósito de promover o debate em torno do contexto de mineração colonial no âmbito colonial e metropolitano e intenta ademais congregar investigadores que estudam o continente americano e europeu a partir da análise dos contextos históricos e arqueológicos ligados à mineração colonial. Para tanto, serão desenvolvidas reflexões teórico-metodológicas interdisciplinares a respeito das especificidades da mineração em âmbito colonial e metropolitano, propondo discussões relacionadas: às aproximações e aos distanciamentos dos contextos e dos modos de exploração mineral; à história da mineração no Velho e no Novo Mundo; às mudanças e às permanências das artes e dos ofícios da mineração ao longo do tempo; às abordagens sobre as técnicas e as tecnologias; às tensões entre os agentes e as agências envolvidas; aos impactos no meio-ambiente e suas implicações na paisagem; às interlocuções entre objetos e (i)materialidades; ao cotidiano colonial, metropolitano e às relações de poder; além da identificação da diversidade de sítios e vestígios, materialidades e imaterialidades que evidenciam essa atividade sistêmica da sociedade para além das fronteiras atlânticas.

 

Minicurso 12 - Novo Cancioneiro e a Música Popular Brasileira: renovação poético-musical e o engajamento nas décadas de 1960 e 1970

 

Ministrante: Andrea Beatriz Wozniak Giménez (SEED/PR)

 

O objetivo neste minicurso é, através de uma perspectiva comparativa, problematizar as reconfigurações que se deram nas músicas populares argentina e brasileira a partir do final da década de 1950, focando em especial o Novo Cancioneiro e a Música popular brasileira (MPB). Tais processos envolveram diferentes formas de apropriação de elementos defendidos como tradicionais e outros apreendidos como modernos ou modernizadores das práticas musicais de cada país. Percebidos como campos culturais, tais espaços estiveram permeados por embates simbólicos em torno de critérios estéticos, processos de reconhecimento, identidades e representações sociais. Complexas relações, dinamizadas no interior de cada um deles, também envolveram as práticas artísticas: as estratégias individuais e coletivas de inserção, consagração e legitimidade; os processos de produção e de circulação de bens culturais; e a produção de identidades e de sensibilidades musicais. Nessas dinâmicas culturais, o Novo Cancioneiro, na música folclórica argentina, e a MPB, na música popular brasileira, inseriram novas formas e conteúdos às composições, matizaram estilos interpretativos, redimensionaram a função social da arte/artista e disseminaram-se através de novos espaços de atuação artística, implicando em transformações dentro dos campos musicais.

 

Minicurso 13: Populismo e neopopulismo na América Latina

 

Ministrante: Vanderlei Vazelesk Ribeiro (Unirio)

 

Poucos termos são tão discutidos nas Ciências Sociais como o populismo. Embora nenhum partido se declare populista (populista é sempre meu adversário) poucos conceitos mostram tamanha elasticidade, abarcando os socialdemocratas russos do século XIX às lideranças da independência africana da segunda metade do século XX, passando por fundamentais dirigentes políticos latino-americanos. Em nossos dias, chefes políticos como Hugo Chávez e Donald Trump são etiquetados como populistas. Neste minicurso, discutiremos a atuação de regimes do chamado populismo clássico, que engloba presidentes como o brasileiro Getúlio Vargas, o argentino Juan Perón, o mexicano Lázaro Cárdenas, o peruano Velasco Alvarado e o percussor uruguaio Batlle Ordoñoz. Utilizaremos para tanto, o conceito do sociólogo mexicano Carlos Villas de populismo como democratização fundamental no continente, entendida a mesma como extensão da cidadania. Posteriormente, discutiremos a viabilidade de falar-se em neopopulismo a partir dos anos 90.

 

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