Nota da ANPHLAC sobre os movimentos recentes na América Latina e no Caribe

Nas últimas semanas, a América Latina e o Caribe têm vivenciado mobilizações populares de massa contra os governantes. As populações das cidades e do campo de Haiti, Peru, Equador, Chile, Honduras e Bolívia – em ordem cronológica – foram e estão nas ruas e nas estradas contra os aumentos dos custos de vida, o empobrecimento, os desmontes das estruturas de assistência social e a desconexão entre as elites políticas e econômicas e as populações. Cada país, com suas histórias e percursos específicos, tem pautas, reivindicações e estopins próprios.

No entanto, temos assistido ao acionamento e uso sistemático das forças do Estado contra suas próprias populações – com dezenas de mortos – e o resgate de legislações e instrumentos de repressão oriundos dos tempos das ainda recentes ditaduras civis-militares.

Estados de sítio, estados de emergência, toques de recolher, prisões em massa e desaparecimentos tem sido utilizados cotidianamente contra as reivindicações das populações. É inadmissível que nossas sociedades latino-americanas ainda recorram a estes instrumentos e expedientes de exceção para resolver seus desafios e contradições. A ANPHLAC se solidariza com os povos latino-americanos e caribenhos e se junta às outras manifestações da sociedade civil e de acadêmicos pelo fim imediato das violências dos Estados.


Diretoria da ANPHLAC (Biênio 2018-2020)