O Populismo na América Latina - Bibliografia

O Populismo na América Latina

Autor(a): Paulo Renato da Silva

E-mailpaulo.silva@unila.edu.br

 

Bibliografia

 

PRADO, Maria Ligia (Org.). Vargas e Perón: aproximações e perspectivas. São Paulo: Fundação Memorial da América Latina, 2009.

O livro é fruto de um seminário realizado em São Paulo no Memorial da América Latina entre 2 e 4 de abril de 2008, o qual contou com a participação de pesquisadores atuantes no Brasil e na Argentina. Participam do livro Maria Ligia Coelho Prado, Maria Helena Rolim Capelato, Carlos Guilherme Mota, Elizabeth Cancelli, Bernardo Ricupero, Samuel Amaral, María Matilde Ollier, Carolina Barry, Gustavo Castagnola, Torcuato S. Di Tella, Eduardo Jozami e Felix Peña. O livro contempla desde temas tradicionais como o movimento operário até mais recentes como a relação do varguismo e do peronismo com os intelectuais. Como indica o título, o livro apresenta uma perspectiva comparativa entre os dois governos. Há textos em português e outros em espanhol.

 

FERREIRA, Jorge (Org.). O populismo e sua história: debate e crítica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

O livro prioriza o populismo no Brasil, mas há um capítulo de Maria Helena Rolim Capelato sobre o populismo na Argentina e no México. Além de Capelato e Ferreira, participam do livro Angela de Castro Gomes, Daniel Aarão Reis Filho, Elina G. da Fonte Pessanha, Fernando Teixeira da Silva, Hélio da Costa, Lucília de Almeida Neves e Regina Lúcia M. Morel.

 

CAPELATO, Maria Helena. Multidões em cena: propaganda política no varguismo e no peronismo. São Paulo: Papirus, 1998.

Neste livro, um dos exemplos mais conhecidos de estudos comparativos em português sobre o populismo, a autora enfoca a questão cultural e trata de temas como cinema, educação infantil, imprensa, literatura e rádio, dentre outros. Capelato destaca a atuação dos opositores ao varguismo e ao peronismo, mas considera que a propaganda política foi fundamental para conter confrontos políticos e sociais e ajudou a construir a memória - predominantemente positiva - que existe sobre os dois governos no Brasil e na Argentina.

 

NEIBURG, Federico. Os intelectuais e a invenção do peronismo: estudos de Antropologia Social e Cultural. São Paulo: Edusp, 1997.

Neste livro, o autor inova ao analisar não exatamente o peronismo, mas os seus principais intérpretes. Neiburg mostra como as distintas interpretações sobre o peronismo estão ligadas a diferentes projetos políticos. Por exemplo, entre os antiperonistas, a tese da manipulação dos setores populares por Perón pretendia, segundo o autor, legitimar os opositores como os 'autênticos' representantes da sociedade argentina. Entre os peronistas, após a queda e o exílio de Perón em 1955, houve uma disputa sobre quem seria o 'verdadeiro' herdeiro político do ex-presidente. Em poucas palavras, o autor questiona a neutralidade dos principais estudos sobre o tema. Em tempo, Edgar De Decca desenvolve uma posição parecida sobre o caso brasileiro em O Silêncio dos Vencidos, livro publicado no começo da década de 1980.

 

FERREIRA, Jorge. Trabalhadores do Brasil: o imaginário popular (1930-45). Rio de Janeiro: FGV, 1997.

Livro inovador, sobretudo, pelas fontes utilizadas. Ferreira analisa cartas enviadas pela população para a Secretaria da Presidência da República durante os quinze primeiros anos da chamada Era Vargas. O autor defende que o apoio dos trabalhadores ao governo não foi desprovido de tensões políticas e sociais. Segundo Ferreira, os trabalhadores reproduziam o discurso varguista, mas em proveito próprio, pois, direta ou indiretamente, cobravam o presidente a realizar as mudanças que dizia promover no país.

 

PRADO, Maria Ligia. O populismo na América Latina (Argentina e México). São Paulo: Brasiliense, 1981.

Livro introdutório e um dos primeiros em português a analisar a historiografia produzida até então e a comparar dois casos, o peronismo na Argentina e o cardenismo no México.