A revolução Cubana - Bibliografia

A revolução Cubana

Autor(a): Silva Cezar Miskulin

E-mailsilmiskulin@uol.com.br

 

Bibliografia

 

BANDEIRA, Luiz Alberto Moniz. De Martí a Fidel. A Revolução Cubana e a América LatinaRio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Luiz Alberto Moniz Bandeira analisou desde as guerras de independência de Cuba e as frustrações em seu desfecho devido à intervenção dos Estados Unidos, às lutas também derrotadas durante a República, até culminar com o triunfo da Revolução em 1959 e suas inúmeras conquistas sociais para a maioria dos trabalhadores cubanos ao longo de quatro décadas. Apontou também para certos problemas na conduta política do governo e do Partido Comunista Cubano, mostrando que Fidel Castro e alguns poucos líderes políticos centralizaram excessivamente a estrutura de poder, abafando a participação democrática na ilha.

 

FERNANDES, Florestan. Da guerrilha ao socialismo: a Revolução cubana. São Paulo: Queirós, 1979.

Pioneiro por estudar a Revolução Cubana ainda no período da ditadura militar brasileira, Florestan Fernandes analisou a especificidade do processo revolucionário cubano e mostrou o importante papel da guerrilha. Florestan também conceituou a transformação da Revolução: em seu início tinha um caráter de libertação nacional, antiimperialista e anti-ditatorial e, ao se radicalizar, tornou-se uma Revolução socialista, processo que ele denominou de "Revolução na Revolução".

 

MISKULIN, Sílvia Cezar. Cultura ilhada: imprensa e Revolução Cubana. São Paulo: Xamã/FAPESP, 2003.

Trata-se de pesquisa sobre o suplemento cultural Lunes de Revolución, encarte semanal do jornal Revolución - órgão de imprensa do Movimento 26 de Julho-, publicado nos primeiros anos da Revolução Cubana (1959-1961). Lunes editava textos de temáticas diversas, registrou tanto os principais acontecimentos da Revolução e da política internacional, como também divulgou a produção de escritores e artistas, cubanos e estrangeiros. Estas publicações provocaram conflitos entre a intelectualidade cubana. A definição da política cultural do governo revolucionário, no ano de 1961, resultou no fechamento de Lunes, que publicou seu último número em 6 de novembro de 1961.

 

VILLAÇA, Mariana Martins. Polifonia Tropical. Experimentalismo e engajamento na música popular (Brasil e Cuba, 1967-1972). São Paulo, Humanitas, 2004, Série Teses/História Social USP.

Mariana Martins Villaça estudou a música popular cubana, mais especificamente o grupo de experimentação sonora do Icaic e comparou-o com o movimento tropicalista no Brasil, entre 1967 a 1972. Mostrou as tensões que surgiram entre engajamento e experimentalismo em Cuba, mas também analisou as relações entre os intelectuais e o governo cubano, e o estabelecimento de uma política cultural para regular as produções artísticas no contexto pós-revolução.